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02/03/2018
A influência genética tem um grande impacto na qualidade dos cascos
por: CRV Lagoa

Com qual frequência uma vaca deve ser casqueada? Esta pergunta é frequentemente feita pelos produtores. A resposta é: muitas vezes.

A vaca precisa ser casqueada duas vezes ao ano, assim você prevenirá problemas de casco. Muito frequente não é necessário. Algumas vacas precisam ser casqueadas apenas uma vez ao ano, enquanto outras precisam ser tratadas três ou quatro vezes ao longo do ano. Vacas top, com elevada produção de leite (12.000 kg /lactação) muitas vezes precisam ser casqueadas com menos frequência que vacas com produção de leite de 8.000 kg/lactação. Por que?

Através da genética, uma vaca pode produzir mais leite. Quando uma vaca é inseminada com um touro top, por exemplo, de valor genético +2.000 kg para produção de leite, a próxima geração produzirá 1.000 kg a mais que as mães. Se a mãe produziu 9.000 kg, teoricamente as filhas irão produzir 10.000 kg de leite durante uma lactação. Mas esta nova geração deve também ingerir alimentação extra para produzir esses 1.000 kg extras de leite.

Se essa fêmea não ingerir alimento suficiente ou receber uma dieta de má qualidade, ela usará sua gordura corporal para produzir a quantidade de leite que ela tem potencial genético. Mas o uso dessa reserva de gordura corporal afeta a qualidade do casco, que ficará mais macio e lesionará antes.

Um casco mole, ou macio, cresce duas vezes mais rápido que um casco saudável. Um casco saudável cresce 3mm/mês, enquanto o doente cresce 6 mm/mês. Além disso, você vê que o casco ficará longo e a vaca irá caminhar sobre a parte posterior do mesmo, o que leva a contusões e a possibilidade de úlcera típica. É uma doença típica da laminate.

Vacas que possuem elevados valores genéticos para características de casco normalmente possuem os cascos duros (resistentes). E, especialmente as que estão recebendo uma boa alimentação, com boa forragem, bastante feno e pré-secado com fibras mais longas.

Estas vacas top precisarão ser casqueadas apenas uma vez ao ano, no início do período seco. Vacas que recebem pouca alimentação e não conseguem suprir as suas necessidades genéticas de ingestão alimentar, precisarão ser casqueadas duas ou três vezes ao ano, devido ao casco ser mais macio e ao crescimento mais rápido da unha.

A CRV dá muita atenção para sanidade de casco em seu programa de melhoramento genético

O banco de dados sobre doenças de cascos vem de 1.100 fazendas na Holanda, fornecidos pelos casqueadores da CRV. As seguintes doenças de casco são consideradas: laminite, hemorragia de sola, dermatite digital, dermatite interdigital, úlcera de sola, hiperplasia interdigital e problemas na linha branco do casco.

Todas as informações são coletadas e depois a CRV verifica qual touro foi utilizado na linhagem das vacas. Todos os touros então são avaliados e estas informações são utilizadas para calcular o índice de Sanidade de Casco para as filhas.



Por exemplo, um touro bom com cascos resistentes é o Atlantic (foto), que possui valor genético 111 para sanidade de casco. Este touro dá 40% menos problemas de casco que um touro que possui valor genético 96 para essa característica. Um valor genético de 104 significa que a nova geração de vacas terá 2,8% menos problemas de casco.

Escolha do touro: se o produtor tiver muitas vacas com cascos problemáticos, é recomendável utilizar touros que tenham índice para sanidade de casco acima de 106.

Pernas limpas (sem a presença de líquido ou edema sob a pele) e cascos fortes são características essenciais para obter uma elevada produção de leite. Uma vaca com problemas de casco produz 4 kg/leite a menos por dia.

Fokko Tolsma é consultor técnico em Gestão e Manejo de Gado Leiteiro da CRV
Tradução: Viviane Broch

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