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Estão disponíveis as agromensais de setembro/26

Por: CEPEA - ESALQ/USP | 8 de outubro de 2026

Cepea, 8/10/2026 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje as agromensais de setembro de 2026.

Abaixo, alguns trechos das análises mensais:

AÇÚCAR: Em setembro, os preços do açúcar cristal seguiram em alta no mercado paulista, sustentados pela oferta restrita. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, com cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 118,98/sc de 50 kg em setembro, alta de 17,69% em relação a agosto/2026 (R$ 101,10/sc) e de 0,28% frente a setembro/2025 (R$ 118,65/sc), em termos nominais. No dia 30, o Indicador encerrou o mês em R$ 121,12/sc, alta de 6,48% frente ao valor de 31 de agosto (R$ 113,75/sc).

 

ALGODÃO: Os preços da pluma recuaram no acumulado de setembro, mas a média mensal ainda é a maior desde junho de 2025, em termos reais. A retração em setembro esteve atrelada às baixas dos preços internacionais e da paridade de exportação, sobretudo na segunda quinzena.

 

ARROZ: Setembro foi marcado pela continuidade da recuperação dos preços do arroz emcasca no Rio Grande do Sul. A oferta mais restrita sustentou as cotações, com produtores resistentes a ampliar as vendas, enquanto a intensidade da demanda variou ao longo do mês. Em determinados períodos, a concorrência entre indústrias domésticas, compradores de outros estados e agentes voltados à exportação intensificou a disputa pela matéria-prima. A necessidade de recomposição dos estoques de algumas empresas também contribuiu para manter a procura aquecida.

 

BOI: Depois da volatilidade verificada em agosto, setembro se encerrou com altas sequenciais ao longo da cadeia pecuária, refletindo a menor oferta de animais prontos para abate nesta entressafra vindos do confinamento e a melhora no volume de exportações frente ao mês anterior, além da expectativa da volta das compras chinesas.

 

CAFÉ: Os  preços do café arábica caíram de forma expressiva em setembro, e as negociações foram pontuais. A conclusão da colheita da safra 2026/27 e o ajuste positivo da produção brasileira, além do ritmo elevado dos embarques e a recuperação dos estoques certificados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) influenciaram este cenário de baixas. Quanto à safra 2027/28, as chuvas registradas ao longo do mês nas regiões produtoras favoreceram as floradas.

 

ETANOL: Os preços dos etanóis hidratado e anidro – e também os do açúcar – encerraram o mês de setembro em alta no mercado spot do estado de São Paulo. Além de as chuvas terem atrapalhando a colheita e, consequentemente, a moagem da cana-de-açúcar, a forte valorização do petróleo, que eleva a competitividade do etanol em relação aos combustíveis fósseis, reforçou o movimento de alta nos preços dos biocombustíveis.

 

FEIJÃO: Marcado pela finalização da colheita da terceira safra 2025/26 e semeadura da próxima temporada, o mês de setembro seguiu com compradores cautelosos, enquanto vendedores limitaram a oferta. No campo, além dos efeitos das chuvas sobre as lavouras do Sudoeste Paulista, o acompanhamento segue pautado na nova estimativa paranaense de redução da área da primeira safra e atraso do plantio – mesmo com a melhora na rentabilidade do feijão-preto.

 

FRANGO: Os valores mensais das carnes congelada e resfriada negociadas no atacado da Grande São Paulo registraram, em setembro, os aumentos mais expressivos desde março de 2022, em termos reais. A demanda por carne de frango na ponta final do mercado se manteve firme no mês passado, especialmente na primeira quinzena, como tipicamente ocorre por causa do maior poder de compra da população e também devido ao feriado de Dia da Independência. A oferta, por sua vez, esteve ajustada, contribuindo para os aumentos. Para este início de outubro, a perspectiva de agentes do setor segue favorável.

 

MILHO: Os valores do milho registraram movimentos distintos dentre as praças acompanhadas pelo Cepea em setembro, com queda em regiões paulistas, como Campinas e Itapeva, mas aumentos em outras praças. De modo geral, compradores brasileiros seguiram afastados das aquisições de novos lotes, visto que parte deles indica ter estoques para consumo imediato. Além disso, como as exportações brasileiras seguem inferiores às do ano passado, esses agentes acreditam que a oferta possa aumentar.

 

OVINOS: Os preços do cordeiro vivo subiram na maioria dos estados acompanhados pelo Cepea em setembro, movimento que esteve atrelado à baixa disponibilidade de animais prontos para comercialização. Em São Paulo, as cotações subiram 4,2%, com média de R$ 16,67/kg em setembro. No Rio Grande do Sul, o avanço foi de 4%, a R$ 15,98/kg do cordeiro vivo. No Paraná, a média aumentou 2,6% de agosto para setembro, a R$ 16,75/kg. Em Mato Grosso, os valores tiveram média de R$ 16,00/kg, acréscimo de 6,7% no mesmo comparativo.

 

SOJA: As negociações de soja e de farelo estiveram aquecidas nos mercados internacionais e nacionais, em setembro. Este cenário afastou vendedores e impulsionou as cotações do grão e do derivado. A valorização da oleaginosa esteve atrelada também ao menor remanescente da safra 2025/26. Além disso, preocupações com os possíveis impactos do El Niño sobre a nova safra (2026/27), reforçaram as altas.

 

TRIGO: Agentes estão preocupados com a possível menor oferta de trigo de boa qualidade, o que pode aumentar a dependência do Brasil de compras externas, além de elevar as cotações domésticas. A baixa disponibilidade continua atrelada às incertezas sobre os resultados da safra de 2026, diante das condições observadas em campo– o clima desfavorável vem reduzindo a qualidade, o que pode diminuir também a produtividade. Esse cenário, aliado à valorização do cereal no mercado externo sustentou os preços domésticos.

 

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