A brucelose bovina é uma das doenças de maior impacto na pecuária, causando prejuízos econômicos, redução da eficiência reprodutiva e representando um risco à saúde pública por ser uma zoonose.
A vacinação é uma das principais ferramentas de controle da doença. Entre as vacinas disponíveis no Brasil, a B19 é a mais conhecida, mas a RB-51 também possui indicações específicas e pode ser utilizada em determinadas situações previstas pelos programas sanitários.
Neste artigo, você entenderá quando a vacina RB-51 é indicada, quais são suas diferenças em relação à B19 e quais cuidados devem ser observados durante sua utilização.
O que é a vacina RB-51?
A RB-51 é uma vacina desenvolvida a partir de uma cepa viva atenuada de Brucella abortus. Ela foi criada para estimular a imunidade do animal sem produzir os anticorpos normalmente detectados nos testes sorológicos convencionais.
Essa característica facilita a diferenciação entre animais vacinados e animais naturalmente infectados, contribuindo para programas de controle e erradicação da brucelose.
Qual a diferença entre a RB-51 e a B19?
Embora ambas tenham como objetivo proteger o rebanho contra a brucelose, existem diferenças importantes.
Vacina B19
- fêmeas bovinas e bubalinas com idade de 3 a 8 meses;
- produz anticorpos detectados nos exames sorológicos tradicionais;
- faz parte da rotina sanitária da maioria das propriedades.
Vacina RB-51
- utilizada em situações específicas previstas pelos programas oficiais;
- não interfere nos testes sorológicos convencionais;
- pode ser utilizada conforme orientação do médico veterinário habilitado.
A escolha entre uma e outra depende do histórico sanitário da propriedade, dos objetivos do programa de controle e da idade das fêmeas.

Quando a RB-51 pode ser utilizada?
A utilização da vacina RB-51 deve sempre seguir a legislação vigente e a recomendação do médico veterinário responsável.
Ela costuma ser considerada em situações como:
- propriedades em programas de saneamento;
- estratégias específicas de controle da brucelose;
- manejo sanitário definido pelo responsável técnico.
Cada propriedade possui características próprias. Por isso, a definição da estratégia vacinal deve considerar o histórico do rebanho e as exigências dos órgãos oficiais.
Cuidados durante a vacinação
Para garantir a eficiência da imunização, alguns cuidados são fundamentais:
- adquirir vacinas de fornecedores confiáveis;
- manter a cadeia de refrigeração entre 2°C e 8°C;
- respeitar as recomendações do fabricante;
- utilizar materiais adequados para aplicação;
- registrar corretamente a vacinação.
Além disso, a vacinação deve ser realizada por profissional habilitado quando previsto nas normas sanitárias.
A importância do armazenamento correto
Vacinas são produtos biológicos sensíveis à temperatura.
Mesmo dentro do prazo de validade, o armazenamento inadequado pode comprometer sua eficácia.
Por isso, é essencial adquirir produtos de empresas que mantenham rigorosamente a cadeia de frio desde o recebimento até a entrega ao cliente.
Conte com orientação especializada
Além de disponibilizar produtos para a reprodução e sanidade animal, a Gepec trabalha ao lado de médicos veterinários e produtores rurais, oferecendo orientação técnica para a escolha dos insumos mais adequados para cada sistema de produção.
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