O agro brasileiro está vivendo uma contradição: por um lado, temos tecnologia, mercado e demanda; por outro, por onde quer que eu vá, a pergunta é sempre a mesma: “vocês também estão tendo dificuldade em encontrar mão de obra?”. O fato é que está faltando gente no campo.
Mas onde estão as pessoas? São duas situações principais. Primeiro, alguns trabalhadores resistem à carteira assinada por medo de perder benefícios sociais, o que gera um impasse: o produtor quer contratar, oferece estrutura, salário e oportunidade, mas enfrenta dificuldades para formalizar o vínculo.
No fim, todo mundo perde. O trabalhador abre mão de direitos e da estabilidade no longo prazo; o produtor sofre com a alta rotatividade, a dificuldade de manter uma equipe fixa e a consequente queda na produtividade.
A escassez de qualificação técnica
Além disso, existe um apagão de mão de obra qualificada. Faltam operadores, auxiliares administrativos, técnicos e gestores. Como resultado, os salários no setor elevam-se acima da média nacional. Ou seja: não é apenas falta de pessoas, é falta de gente preparada e disponível.
A situação é parte de um quadro mais amplo de escassez de profissionais no Brasil, observada em muitos setores da economia, refletindo um mercado de trabalho com menos candidatos disponíveis. E isso não fica restrito ao ambiente “da porteira para dentro”.
Menos produtividade significa custo maior. O custo elevado no campo, inevitavelmente, pressiona o preço dos alimentos, impactando toda a cadeia, inclusive o consumidor final.
Fonte: Forbes Agro







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