Epamig avança na estruturação da Coleção Microbiana dos Queijos Artesanais

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O Centro de Pesquisa e Treinamento em Queijos Artesanais da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em São João del-Rei, na região do Campo das Vertentes, recebeu, na última semana, a visita do professor Nelson Lima, presidente da World Federation for Culture Collections (WFCC) e diretor da Micoteca da Universidade do Minho, em Portugal.

O encontro faz parte das ações do projeto “Estudo do fermento endógeno dos Queijos Artesanais em Minas Gerais: do uso empírico ao conhecimento científico e tecnológico”, coordenado pelo pesquisador Daniel Arantes Pereira e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Durante a visita, o professor conheceu as estruturas físicas e laboratoriais destinadas à futura coleção microbiana. O coordenador do projeto Daniel Arantes e a chefe do Departamento de Pesquisa e do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Epamig, Cristiane Viana, recepcionaram o professor.

Os pesquisadores discutiram sobre requisitos técnicos, curadoria, gestão, governança e sustentabilidade de coleções microbiológicas, em consonância com padrões internacionais.

Conferência Internacional

O professor Nelson Lima aproveitou a viagem para divulgar a Conferência Internacional “Novas Tendências em Identificação Microbiana”, que será realizada de 14 a 17 de abril, em Belo Horizonte.

O evento, em celebração aos 30 anos da Micoteca da Universidade do Minho, reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir avanços em metodologias e tecnologias aplicadas à identificação microbiana. A Epamig é uma das organizadoras.

Troca de Conhecimentos

Em outubro de 2025, os pesquisadores da Epamig Daniel Arantes e Cristiane Viana, além de Fabiana Aparecida Couto, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), estiveram em Portugal, para atividades técnicas e científicas junto à Micoteca da Universidade do Minho, referência internacional na preservação e gestão de microrganismos.

“Uma coleção estruturada não é apenas um repositório biológico. Ela viabiliza inovação tecnológica, fortalecendo cadeias produtivas. Ter diretrizes robustas para a construção da coleção, aproveitando a experiência internacional, é essencial para o sucesso na preservação do patrimônio genético e na geração de soluções tecnológicas para o setor de queijos artesanais,” avalia Daniel Arantes.

Rede de Cooperação

O projeto de pesquisa foi desenvolvido no âmbito da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos Artesanais (RMQA) e conta com a parceria de pesquisadores dos institutos federais de Minas Gerais (IFMG) e do Sul de Minas, das universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Viçosa (UFV), São João del-Rei (UFSJ), Lavras (UFLA), Vales Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), da Unimontes, Unifor, Ital (SP) e Universidade do Minho (Portugal).

A proposta, que tem como objetivo a estruturação de uma Coleção Microbiológica dos Queijos Artesanais Mineiros (CMQAM), reunirá microrganismos do fermento natural conhecido como pingo, essencial para a produção tradicional desses queijos, além de avaliar fatores como conservação dos materiais e maturação dos queijos. 

Fonte: Epamig

09/02/2026

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