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Brucelose bovina: sintomas, prevenção e impactos na produtividade do rebanho

Por: Gepec | 9 de julho de 2026

A brucelose bovina é uma das doenças infecciosas de maior importância para a pecuária brasileira. Além de comprometer a eficiência reprodutiva dos rebanhos, ela provoca prejuízos econômicos significativos e representa um risco à saúde humana, já que pode ser transmitida às pessoas.

Mesmo com programas oficiais de controle e vacinação, a doença ainda está presente em diversas regiões do país. Por isso, conhecer suas formas de transmissão, os principais sintomas e as estratégias de prevenção é essencial para proteger o rebanho e garantir uma produção mais eficiente.

Neste artigo, você entenderá como a brucelose afeta os bovinos, quais os impactos para a propriedade e quais medidas podem ser adotadas para reduzir os riscos de disseminação da doença.

O que é a brucelose bovina?

A brucelose bovina é uma enfermidade causada pela bactéria Brucella abortus, que acomete principalmente bovinos, mas também pode infectar outras espécies animais e seres humanos.

Nos bovinos, a doença possui grande afinidade pelo sistema reprodutivo, sendo responsável por abortamentos, infertilidade, retenção de placenta e nascimento de bezerros fracos. Já nas pessoas, a infecção pode ocorrer pelo contato com animais infectados ou materiais contaminados, caracterizando uma importante zoonose.

Além dos impactos na saúde animal, propriedades com casos positivos podem enfrentar restrições sanitárias, dificuldades comerciais e aumento dos custos de produção.

 

Como ocorre a transmissão?

A principal forma de transmissão acontece quando animais sadios entram em contato com secreções, fetos abortados, placentas ou líquidos provenientes de animais infectados.

Os maiores riscos de contaminação incluem:

  • contato com restos de parto e abortos;
  • ingestão de água ou alimentos contaminados;
  • permanência em ambientes contaminados;
  • introdução de animais infectados no rebanho;
  • manejo inadequado durante procedimentos reprodutivos.

Em humanos, a infecção pode ocorrer principalmente durante o manejo de animais infectados ou pela manipulação de materiais contaminados sem a utilização dos equipamentos de proteção adequados.

 

Quais são os principais sintomas?

Um dos grandes desafios da brucelose bovina é que muitos animais podem permanecer aparentemente saudáveis durante um longo período, facilitando a disseminação da doença dentro da propriedade.

Nas fêmeas

Os sinais mais frequentes incluem:

  • aborto, principalmente no último terço da gestação;
  • retenção de placenta;
  • metrite;
  • dificuldade para emprenhar novamente;
  • redução da eficiência reprodutiva;
  • nascimento de bezerros debilitados.

Nos machos

Embora menos frequentes, podem ocorrer:

  • inflamação dos testículos;
  • redução da fertilidade;
  • alterações na qualidade do sêmen.

Como muitos desses sinais também podem estar associados a outras enfermidades reprodutivas, o diagnóstico deve sempre ser realizado por meio de exames laboratoriais e avaliação do médico veterinário.

 

Quais os impactos da brucelose na produtividade?

Os prejuízos causados pela brucelose vão muito além da perda de um bezerro.

A doença pode comprometer toda a eficiência produtiva da fazenda.

Entre os principais impactos estão:

  • aumento do intervalo entre partos;
  • redução da taxa de prenhez;
  • descarte precoce de matrizes;
  • diminuição da produção de leite;
  • nascimento de bezerros mais fracos;
  • aumento dos custos veterinários;
  • perdas econômicas decorrentes da redução da produtividade.

Além disso, propriedades com focos da doença podem enfrentar limitações para comercialização de animais e maior rigor em programas sanitários.

 

Como prevenir a brucelose bovina?

A prevenção é a medida mais eficiente para reduzir a ocorrência da doença no rebanho.

Entre as principais recomendações estão:

Vacinação

A vacinação é uma das ferramentas mais importantes para o controle da brucelose e deve seguir as orientações da legislação vigente e do médico veterinário responsável.

Atualmente, existem vacinas indicadas para diferentes situações sanitárias, como a B19 e a RB-51, cada uma com características e indicações específicas.

👉 Leia também: Vacina RB-51: quando ela é indicada e quais as diferenças em relação à B19?

 

Controle da entrada de animais

Antes da aquisição de novos animais, é importante verificar sua procedência, exigir exames quando necessários e adotar períodos de quarentena para reduzir o risco de introdução da doença na propriedade.

 

Higiene e biosseguridade

Restos de parto, fetos abortados e placentas devem ser recolhidos e descartados corretamente.

Também é fundamental realizar a limpeza e desinfecção das instalações sempre que houver suspeita de contaminação.

 

Diagnóstico e monitoramento

A realização periódica de exames e o acompanhamento por um médico veterinário permitem identificar precocemente possíveis focos da doença e adotar as medidas de controle mais adequadas.

 

A importância da vacinação

A vacinação continua sendo um dos pilares do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT).

Quando realizada corretamente, contribui para:

  • reduzir a disseminação da doença;
  • proteger o rebanho;
  • minimizar perdas reprodutivas;
  • fortalecer a sanidade da propriedade.

No entanto, para que a imunização seja eficiente, é fundamental utilizar produtos de qualidade, armazenados corretamente e adquiridos de fornecedores confiáveis.

 

Como a Gepec pode ajudar?

A Gepec oferece soluções para a sanidade e reprodução bovina, disponibilizando vacinas, medicamentos veterinários, materiais para manejo e orientação técnica para produtores e médicos veterinários.

Além do fornecimento de produtos, nossa equipe está preparada para auxiliar na escolha das soluções mais adequadas para cada propriedade, contribuindo para programas sanitários mais eficientes e para a melhoria dos índices produtivos do rebanho.

Se você deseja saber mais sobre vacinação contra brucelose ou conhecer as opções disponíveis, entre em contato com nossos consultores.

 

Conclusão

Controlar a brucelose bovina é um investimento na produtividade, na segurança sanitária e na sustentabilidade da atividade pecuária.

A combinação entre vacinação, manejo adequado, biosseguridade e acompanhamento veterinário reduz significativamente os riscos da doença e contribui para um rebanho mais saudável e produtivo.

Ao adotar medidas preventivas e contar com parceiros especializados, produtores e médicos veterinários fortalecem a sanidade da propriedade e preservam o desempenho econômico do sistema de produção.

 

Perguntas Frequentes sobre Brucelose Bovina

 

A brucelose bovina tem cura?

Não existe um tratamento recomendado para eliminar a doença em bovinos. Quando um animal é diagnosticado como positivo, as medidas a serem adotadas devem seguir as orientações do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) e da defesa sanitária do estado.


Como a brucelose é transmitida entre os bovinos?

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com restos de aborto, placenta, secreções uterinas e outros materiais contaminados. A introdução de animais infectados no rebanho também representa uma importante fonte de disseminação da doença.


Quais são os principais sintomas da brucelose bovina?

Os sinais mais comuns incluem:

  • abortos, principalmente no terço final da gestação;
  • retenção de placenta;
  • infertilidade;
  • nascimento de bezerros fracos;
  • redução da eficiência reprodutiva.

Nos machos, também podem ocorrer alterações nos órgãos reprodutivos e redução da fertilidade.


A brucelose pode ser transmitida para as pessoas?

Sim. A brucelose é uma zoonose, ou seja, pode infectar seres humanos. A contaminação pode ocorrer pelo contato com animais infectados ou materiais contaminados, especialmente durante partos, abortos e procedimentos veterinários, quando não são utilizados os equipamentos de proteção adequados.


Como prevenir a brucelose no rebanho?

A prevenção envolve um conjunto de medidas, como:

  • vacinação conforme a legislação vigente;
  • aquisição de animais de origem conhecida;
  • realização de exames quando necessário;
  • descarte correto de restos de parto;
  • boas práticas de biosseguridade;
  • acompanhamento de um médico veterinário.

Qual a importância da vacinação contra a brucelose?

A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir a ocorrência da doença e proteger o rebanho. Quando realizada corretamente e associada a outras medidas sanitárias, contribui para diminuir perdas reprodutivas e fortalecer os programas de controle da enfermidade.


Qual é a diferença entre as vacinas B19 e RB-51?

As duas vacinas têm a finalidade de auxiliar no controle da brucelose bovina, porém apresentam características e indicações diferentes. A escolha deve ser feita conforme a legislação vigente e a orientação do médico veterinário responsável.

👉 Leia também: Vacina RB-51: quando ela é indicada e quais as diferenças em relação à B19?


Como saber qual vacina é indicada para minha propriedade?

A definição da estratégia vacinal depende de diversos fatores, como a categoria dos animais, o histórico sanitário da fazenda e as normas dos órgãos de defesa sanitária. Por isso, é fundamental contar com a orientação de um médico veterinário.

A equipe da Gepec está à disposição para auxiliar produtores e profissionais na escolha das soluções mais adequadas para cada situação.

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