O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) encerrou o ano de 2025 com um dos cenários mais favoráveis para o confinamento de bovinos. Em dezembro, o ICAP caiu para o menor patamar anual no Sudeste, enquanto o Centro-Oeste apresentou leve alta mensal.
Mesmo com oscilações pontuais, os custos alimentares ficaram estruturalmente abaixo dos níveis de 2024, garantindo margens expressivas para os confinadores.
No Centro-Oeste, o ICAP fechou dezembro em R$ 12,69, com alta de 1,28% frente a novembro. No Sudeste, o índice caiu para R$ 11,74, queda mensal de 4,40%, marcando o menor valor do ano.
Na média anual, o ICAP de 2025 ficou 12,01% abaixo de 2024 no Centro-Oeste e 3,84% menor no Sudeste.

“Entre os principais fatores que sustentaram esse movimento estão a supersafra de grãos, especialmente milho e soja, e a maior disponibilidade de coprodutos como DDG, polpa cítrica, bagaço de cana e caroço de algodão, com preços mais competitivos”, informa a Ponta Agro.
Visão trimestral dos insumos por região
No Centro-Oeste, apesar da queda do milho grão úmido (-6,61%), o movimento não foi suficiente para garantir redução do ICAP regional.
De acordo com a Ponta Agro, a dieta de terminação encerrou dezembro em R$ 1.092,25 por tonelada de matéria seca, com leve alta de 0,29% em relação ao trimestre anterior.
As reduções no farelo de arroz (-37,0%) e no milho grão (-3,9%) foram parcialmente compensadas pelas altas dos volumosos (+5,78%), casca de soja (+4,20%) e polpa cítrica (+4,36%).
“A redução observada no Sudeste foi generalizada entre os insumos, com destaque para os volumosos, que recuaram 7,28% no mês. O movimento foi sustentado pela maior oferta de bagaço de cana e silagens durante o período de moagem”, observa a empresa.
No Sudeste, aponta o ICAP, o custo da dieta de terminação fechou dezembro em R$ 1.143,86 por tonelada de matéria seca, praticamente estável (-0,13%), com destaque para a expressiva queda dos volumosos (-13,06%).
Dezembro de 2025 apresentou as melhores margens do ano para o confinamento bovino, reforçando um cenário altamente favorável para a atividade, ressalta o comunicado à imprensa.
“Apesar do preço da arroba não ter superado a casa dos R$ 330,00 como era esperado pelo mercado, a supersafra de grãos somada à ampliação de mercados, recordes na exportação e demanda interna firme garantiram as condições para a alta performance dos confinadores”, relata a Ponta Agro, em nota.




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