Inmet coloca quase todo o país sob alerta amarelo para chuvas intensas; veja

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A quinta-feira (15/1) será marcada por muita instabilidade atmosférica e volumes elevados de chuva em diversas regiões do Brasil. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém uma série de alertas amarelos, indicando perigo potencial com a continuidade das chuvas intensas e ventos fortes em todas as regiões do país.

Os avisos apontam para volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo alcançar até 50 milímetros ao longo do dia, acompanhados por rajadas de vento que variam entre 40 e 60 km/h. Embora o grau de severidade seja considerado moderado, os riscos associados incluem alagamentos, quedas de galhos de árvores, descargas elétricas e interrupções pontuais no fornecimento de energia.

Um dos alertas do Inmet começou à meia-noite desta quarta (14) e segue até o fim do dia 15, abrangendo o norte e o sul do Amapá. Nessa área, a chuva intensa ocorre sob influência direta da Zona de Convergência Intertropical, sistema típico desta época do ano, que mantém o tempo carregado e favorece pancadas frequentes e, por vezes, volumosas.

 

Outro aviso, iniciado nesta manhã, amplia significativamente a área de atenção e inclui regiões do Pará, Maranhão, Piauí, Amazonas, Mato Grosso, Roraima e novamente o sul do Amapá. Nessas localidades, o Inmet alerta para a combinação de chuva intensa e ventos fortes, com possibilidade de transtornos urbanos, especialmente em áreas ribeirinhas e cidades com histórico de alagamentos.

Há ainda um terceiro alerta de chuvas intensas, em vigor desde o dia 13, que cobre áreas do Pará, Tocantins, Acre, Rondônia, Amazonas, Mato Grosso e Maranhão. Esse aviso reforça a persistência da instabilidade no Norte e no Centro-Oeste, indicando que a chuva não é pontual, mas parte de um padrão atmosférico mais amplo, que vem se mantendo ao longo da semana.

Para o dia 15, o Inmet publicou também um alerta específico de tempestade, válido da madrugada até a noite, abrangendo amplas áreas do Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além de parte do Nordeste. Esse aviso inclui, além da chuva intensa e dos ventos fortes, a possibilidade de queda de granizo.

 

No Sudeste, a Grande São Paulo enfrenta desde o início da semana uma onda de temporais que tem causado transtornos diários à população. Segundo dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da prefeitura, a chuva da noite de terça-feira (13) deixou 33 pontos de alagamento na capital, o maior número registrado no ano até agora, além do transbordamento do córrego Paciência, na zona norte.

Foram registrados acumulados superiores a 70 milímetros em bairros como Vila Prudente e Vila Maria, enquanto a rede telemétrica do Alto Tietê apontou quase 93 milímetros na região do rio Tamanduateí, no centro da cidade.

Por que chove tanto?

Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, esse padrão de chuva intensa é provocado principalmente pelo acúmulo de calor e umidade na atmosfera, uma característica típica do verão.

A especialista explica que a combinação de temperaturas elevadas e umidade alta favorece a formação de grandes nuvens do tipo cumulonimbus, responsáveis por pancadas de chuva fortes e rápidas, acompanhadas de raios, rajadas de vento e, em alguns casos, granizo.

Previsão do tempo por região

A circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera nos próximos dias contribui para organizar e intensificar essas nuvens, aumentando o potencial para temporais no Sudeste. Josélia destaca que, até o sábado, o padrão segue sendo de sol forte pela manhã e chuva entre a tarde e a noite, mas a instabilidade aumenta ainda mais no domingo (18) e na segunda-feira (19) com a passagem de uma frente fria pelo litoral paulista.

Essa frente fria não apenas amplia as áreas de chuva, como também começa a sinalizar uma mudança gradual no padrão do tempo. Até o domingo, o ar permanece abafado, com sensação de calor desde as primeiras horas do dia.

Com a chegada da frente fria entre o domingo e a segunda-feira, ventos mais frios, de origem polar, avançam pelo Estado de São Paulo e ajudam a refrescar o ar, especialmente no leste paulista e na Grande São Paulo. Na capital, as temperaturas que vinham se aproximando dos 30ºC, devem cair para cerca de 25ºC na segunda-feira.

Ainda assim, a chuva segue frequente até pelo menos esse período, com a expectativa de que, em apenas seis dias, São Paulo acumule cerca de 150 milímetros, aproximadamente metade da média normal de janeiro.

No Sul do país, os alertas do Inmet se refletem em um dia de instabilidades no Paraná e em Santa Catarina, onde as pancadas de chuva podem ocorrer desde o fim da manhã. A especialista explica que a combinação de temperaturas elevadas e umidade alta favorece a formação de grandes nuvens do tipo cumulonimbus, responsáveis por pancadas de chuva fortes e rápidas, acompanhadas de raios, rajadas de vento e, em alguns casos, granizo.

No Rio Grande do Sul, a Climatempo prevê tempo mais firme durante o dia, mas a aproximação de uma frente fria aumenta a chance de chuva entre a noite e a madrugada de sexta-feira, principalmente no oeste e sudoeste do Estado.

No Centro-Oeste, os alertas indicam pancadas de moderada a forte intensidade em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com maior risco de temporais no noroeste mato-grossense e no sudeste goiano, enquanto áreas mais ao oeste sul-mato-grossense ainda podem registrar calor intenso e períodos de tempo firme.

No Nordeste, os avisos do Inmet reforçam a atenção para áreas do Maranhão, Ceará e norte do Piauí, onde as pancadas de chuva podem ser mais frequentes e intensas ao longo do dia. Conforme boletim da Climatempo, a faixa litorânea, do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, também pode registrar chuva, embora de forma irregular.

Em contraste, o interior nordestino segue sob influência de ar mais seco, com umidade relativa do ar abaixo dos 30% em diversas áreas, mesmo com a presença de ventos moderados a fortes. Já no Norte, os alertas indicam chuva persistente e risco de temporais no Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima e Amapá, com destaque para o norte amapaense, onde a atuação da Zona de Convergência Intertropical mantém o tempo instável ao longo de todo o dia.

Fonte: Globo Rural

15/01/2026

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