Pesquisa da ABMRA mostra que 72% dos produtores brasileiros adotam técnicas de produção sustentável

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A 9ª Pesquisa de Hábitos do Produtor Rural, realizada pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), revela uma transformação profunda na mentalidade do campo em 2026.

Segundo o levantamento, o agro verde é uma realidade consolidada: 72% dos produtores brasileiros já implementam técnicas de produção sustentável e procedimentos voltados para a mitigação de impactos ambientais, unindo eficiência produtiva à resiliência climática.

O estudo, que possui mais de 30 anos de histórico, entrevistou 3.100 produtores em 16 estados, analisando 15 culturas e quatro tipos de rebanhos, o que garante uma radiografia precisa da consciência ambiental do setor.

Confira:

Sustentabilidade e eficiência: o coração do agro verde

Para a maioria dos produtores, o cuidado com o meio ambiente deixou de ser uma pauta externa para se tornar uma estratégia de sobrevivência e rentabilidade. A adoção massiva (72%) de técnicas sustentáveis reflete o uso de insumos modernos e métodos de manejo que ajudam a enfrentar eventos climáticos extremos, como secas e enchentes.

O produtor entende que a preservação dos recursos naturais é o que garante o calendário agrícola e a produtividade a longo prazo.

O perfil do produtor: paixão e o desafio da formação

A pesquisa destaca que o motor do agronegócio brasileiro ainda é a herança familiar, embora a necessidade de profissionalização seja um alerta urgente.

Segundo a pesquisa, 61% dos entrevistados afirmam que produzem por tradição e paixão pela terra. O orgulho de manter o legado dos antepassados é, muitas vezes, superior à busca pelo lucro imediato.

O levantamento também mostrou que apenas 9% dos produtores possuem nível superior. Ricardo Nicodemos, presidente da ABMRA, ressalta que a complexidade tecnológica do agro verde exige que as novas gerações busquem graduação para gerir as fazendas modernas.

Apesar do avanço tecnológico “dentro da porteira”, o setor ainda enfrenta dificuldades em comunicar suas conquistas para o público urbano. Nicodemos enfatiza que o agronegócio precisa investir em marketing para contar sua própria história, evitando que visões distorcidas ditem a percepção pública sobre a produção rural.

Mulheres e sucessão patrimonial

O estudo reflete o crescimento do protagonismo feminino na gestão, trazendo um olhar atento à organização e à sustentabilidade. A sucessão familiar permanece como um objetivo central, mas que agora exige ferramentas de gestão profissional para que o negócio sobreviva às pressões de mercado de 2026.

Fonte: Giro do Boi

 

06/02/2026

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