Projeto de monitoramento do Queijo Minas Frescal entra em nova fase

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O projeto que busca  aprimorar a produção do queijo Minas Frescal em propriedades do Arranjo Produtivo Local (APL)  entrou em  nova etapa. Onze queijarias selecionadas para participar do projeto, localizadas em municípios como Juiz de Fora, Chácara e Matias Barbosa, estão sendo submetidas a uma série de procedimentos técnicos. As ações incluem coleta de amostras de leite, queijo e água, além da análise de fungos e outros componentes responsáveis por dar características ao produto final, a cargo dos pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais – Instituto de Laticínios Cândido Tostes (EPAMIG ILCT), 

“Estamos visitando as queijarias para realizar a coleta de leite e de queijo, além de amostras de água para verificar sua qualidade. Também fazemos coleta em equipamentos, como formas e mesas, e nas mãos dos manipuladores, a fim de avaliar as condições de higiene. Outra ação é a análise do ambiente, com a investigação de fungos filamentosos e leveduras, para verificar se há contaminação no ar, tanto na área de produção quanto na câmara fria e nos refrigeradores”, explica Denise Sobral, pesquisadora da EPAMIG ILCT e coordenadora do projeto.

Entre os procedimentos técnicos, inclui-se também a aplicação de um questionário que busca avaliar os animais da propriedade, a litragem de leite produzida, os métodos de realização da ordenha, técnicas de produção e realização de limpeza.

Após a análise da composição físico-química e dos aspectos microbiológicos, os resultados serão associados aos dados de medidas, peso, textura e cor dos queijos, visando identificar se há um padrão entre os queijos Minas Frescal produzidos pelas queijarias do APL Caminho Novo. 

“Com base em todos os resultados, iremos elaborar laudos individuais que terão o papel de direcionar as orientações que serão dadas aos produtores, indicando possíveis fontes de contaminação e os pontos que podem ser aprimorados para melhoria de qualidade do produto, competitividade e fortalecimento do arranjo produtivo local”, destaca Denise.

“Pente fino” nas queijarias

A pesquisadora também ressalta que o objetivo principal do projeto é passar um “pente fino” nas queijarias, visualizando o panorama dos queijos do APL. A partir disso, os produtores terão a oportunidade de participar de treinamentos teóricos e práticos nas instalações da EPAMIG ILCT, referência no setor de laticínios desde 1935.

Impacto das estações do ano

As primeiras coletas estão sendo realizadas na época das águas, período do ano marcado por maior volume e regularidade de chuvas. Para avaliar possíveis mudanças nas características do queijo, uma nova etapa de análises será executada durante o período de seca. As orientações e capacitações destinadas aos produtores só serão colocadas em prática após a realização das duas coletas.

Fonte: Gov.com

13/02/2026

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